Hoje é Terça-feira, 06 de Janeiro de 2009
Log in

comodismo: s. m.,

estado, qualidade, modo de ser do comodista;


Ler não é tão importante

Livros Na Super Interessante deste mês, Pierre Bayard - um psicanalista e professor de literatura - dá uma entrevista um tanto quanto polêmica. Ele fala que a maioria dos estudiosos e pesquisadores não lê todos os artigos e livros que dizem ter lido e confessa que não acaba todos os livros que inicia, além de não achar isso ruim.

Pierre critica a obrigatoriedade de leitura nas escolas e toca em um ponto interessante: forçar um aluno a decorar uma parte do texto ou resumir um texto é algo maçante, sem graça e totalmente desestimulante.

Pierre prega que a leitura deve ser algo espontâneo e não obrigatório. Essa máxima de que é preciso ler um “zilhao” de livros para ser culto também é “desmontada” por ele, que considera que não é possível determinar se uma pessoa é mais ou menos culta pelo numero de livros que leu (o que eu concordo 100%). Ele não recomenda ninguém a ler os livros que escreveu desde que não seja por livre e espontâneo interesse, e comenta que normalmente nós não comentamos um livro mas as vezes pequenos trechos dele o que faz com que uma pessoa que leu uma parte do livro possa argumentar com outra sem nenhum problema.

Confesso que eu me achava uma E.T por não acabar os livros que inicio mas parece que isto não é tão raro, e você o que pensa da leitura ?

Tags: ,

Leia também:

2 comentários em “Ler não é tão importante”

  1. AllGulf |

    “…é mais ou menos culta pelo numero de livros que leu..”
    Também concordo com isso e com a parte de que na escola nao deveria ser imposto aos alunos a leitura. Posso usar meu caso como exemplo, estudei em escola estadual, lá ler nunca foi obrigado, mas quem tinha habito de ler era nerd, ou seja, seguiam as regras da escola o que pra adolecente eh ser “careta”… axo q isso teria q ser estimulado e nao estipulado.

  2. Daniel Zhe |

    Já ficaram surpresos por eu ter lido menos de 10 livros em toda minha vida, sendo a maioria por obrigação.

    Incomoda-me muito o clichê de “vá ler um livro” como se ao fazê-lo a pessoa estivesse fazendo algo muito produtivo e enriquecedor culturalmente.

    Será que é mais proveitoso ler 350 livros de Bruna Surfistinha-like ou ler 50 textos menores de grandes escritores, jornalistas ou blogueiros?

Deixe um comentário