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Futebol, uma arte ameaçada

No site terra, “Dirigentes descartam interrupção no Italiano”. (Segunda, 12 de novembro de 2007).

“O Campeonato Italiano não será suspenso depois dos incidentes do último domingo. O observatório nacional de manifestações esportivas, entidade que conta com políticos e dirigentes de federações e clubes, decidiram nesta segunda-feira que o campeonato segue.”

Aí eu fico pensando, quantos precisam morrer pra eles tomarem uma iniciativa mais ríspida com a minoria? Qual o efeito dessa desgraça para outros países europeus e aqui no país do futebol?

polizia

Só pode ser a minoria que faz de tudo para acabar com a magia do futebol, fico apavorado com a força e a energia que uma agressão passa. Basta um soco ou um empurrão para toda violência se multiplicar e colocar uma multidão em batalha campal. A Itália já sofreu tanto ultimamente com isso q devia ter tomado um posição mais forte para evitar isso. Esse exemplo vem da Inglaterra, que para variar anda bem calminho atualmente…

EU não me preocupo com os times, não falo isso por que sou fã de craques europeus e brasileiros, falo por que gosto de ir ao estádio nem q seja pra ver os velhos amigos, obvio que vou torcer, vibrar, reclamar e ficar triste ou feliz com o resultado do jogo.

Gosto do futebol porque aprendi a amar o esporte com meu pai , ele me levava ao estádio pra ver o então PODEROSO Grêmio contra os times da cidade, para mim era motivo de festa, alegria, me sentia o mais importante, em plena tarde de sol no domingo íamos todos (pai, avô, tios, irmãos e eu) para o jogo. A aventura começava na catraca, uma multidão se espremia para entrar algum adulto me levava no colo e eu já me sentia especial… lá dentro lugares eram escolhidos a dedo pelo avô e pelo pai e ninguém ousava contariar, até porque eram ótimos lugares sempre. Na época pouco entendia do jogo minha preocupação eram os malditos pipoqueiros, vendedor de picolés e de amendoins que nunca ofereciam as coisas próximas de nós.

Saudades da época do futebol inocente que mesmo em grandes multidões eram sempre respeitadas as pessoas mesmo quando houvesse briga todos corriam para separar os brigões.

Alguns dias atrás mostraram na TV a molecada dos times da capital, de 10 a 13 anos, em uma final de campeonato gaúcho que fizeram um belo papelão, se bateram como profissionais e deixou escancarado que o futebol nacional não tem mais apenas “pelés” “romarios” ou “fenômenos” temos também futuros “darzones” e “materazis”.

Pergunta pra vocês, são os jogadores mau caratês que influenciam os torcedores ou o inverso?

Para finalizar, digo que hoje tenho medo de levar meus sobrinhos para o campo, tudo por que uma minoria acabou com a graça de ir ver um jogo.

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Um comentário em “Futebol, uma arte ameaçada”

  1. Felipe Gubert |

    Acho que só fui em estádio duas vezes na vida.
    Desde sempre foi violento pra mim.. é uma merda que alguem tenha morrido e estejam ignorando isso.

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