Hoje é Terça-feira, 06 de Janeiro de 2009
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comodismo: s. m.,

estado, qualidade, modo de ser do comodista;


Requiem for a dream (2000)

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O Blog estava meio parado, mas já estamos retornando com força total. Segue abaixo o ultimo filme que vi, não é muito novo, mas é bastante interessante. Requiem for a dream (2000) começa de uma forma descomprometida. Um jovem tira a televisão da casa da sua mãe e leva-a para a barraca de penhores, para receber dinheiro que possa sustentar o seu vício. Sem aguardar muito tempo, a mãe volta a levar a televisão de volta, recolocando as correntes e a fechadura. Liga-a, senta-se enquanto come de uma caixa de bombons com um prazer que, se não é semelhante ao do orgasmo, está muito próximo. Estes são os vícios da sociedade moderna expostos de forma nua e crua. A mãe, Sarah Goldfarb (Ellen Burstyn), viúva, sem grandes expectativas na vida, tem o seu horário regulado pelo concurso da televisão. Até ao dia em que recebe uma chamada telefônica que lhe anuncia que é uma das próximas concorrentes e que terá que aguardar por uma carta. A vida de Sarah passa a ser regulada pela televisão e pela vinda do carteiro. Começa-se a preparar, a pintar o cabelo, a tentar desesperadamente enfiar-se dentro do vestido vermelho, tentativa frustrada.

Decide emagrecer. Comprimidos (anfetaminas, estimulantes e tranqüilizantes) substituem os chocolates, doces, a comida. Sonha em aparecer na televisão, sonha com o marido falecido, sonha com o seu neto que há-de nascer, sempre apoiada pelas vizinhas. Até que as ilusões se tornam ameaças à sua sanidade mental. Entretanto, o seu filho, Harry (Jared Leto) entra no negócio de tráfico de heroína com Tyrone (Marlon Wayans). Sonha fazer muito dinheiro, comprar uma loja de roupa para Marion(Jennifer Connely). A partir daí é uma descida alucinante. O vício aumenta, o dinheiro desaparece, a droga desaparece, e todos são obrigados a perder a auto-estima, o respeito, o corpo, a alma. Destroem-se e desaparecem até não serem nada. Só a droga que têm e da qual dependem.  Um aviso para quem se mete no mundo das drogas, sem falinhas mansas, sem censuras, sem paternalismos. Com uma banda sonora (Clint Mansell/Kronos Quartet) que intercala toques de violino terroríficos e lamentosos, baterias trepidantes, envolvente. Um filme do qual não vão esquecer facilmente. E que deixa um aviso: Quando é que um prazer se torna uma droga? Será somente cocaína, maconha, heroína que nos viciam ou diversos estímulos do dia a dia nos viciam?

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